6 de jun de 2009

Got'em Old Blues Again

Cá estou deitado com a brownie, semblante ao céus, olhos ás estrelas que cercam a lua da noite desnuda de nublagens, como um coiote lançando mais um uivar do deserto frio e insólito existencial, chorando pelo ouvir do onisciente ouvidor a quem dedicamos nossas canções particulares muitas vezes sem saber, comandadas ao plano eterno, everlasting. Had'em walkin blues again, people.

Qualquer coisa entre o clássico spiritual do século XIX que os escravos negros norte americanos entoavam com seus flamejantes brados de fé e o melancólico rugido de uma guitarra distorcida a la anos 60 deslitando velhos delta blues clássicos aos portais etéricos de jovens almas é capaz de exorcisar todo abstrato no ato, em alguns 7 minutos de bramir bendástico. Poucas neologias harmônicas de fato chegam a esse ponto. E não importa quem seja o intérprete, todo blues tocado (digo, trovejado) como (digo, earthrisen) se deve tem esse efeito. Tá bom que é tão intangível quanto inútil procurar os óbvios indicadores de qualidade crítica e/ou instrumental analisável e/ou distinguível no o-O-o-O-ondear das cordas, mas quando é um blues, a gente sabe.

E olha que ontem mesmo eu fui no posto de retransmissão capitalista comprar uns bons apêndices guitarrísticos, inclusive um slide novo (o outro está forever cast in the shadows of some unknown backstage), e umas palhetas psicocabulosidélicas. Três horas de blues, studio/live, umas 20 almas/panteões diferentes, ahh, foi só deitar a cabeça na parede e calejar os dedos...

Ready be y'all for my blues-fase revival. This one seems to have come to stay. Let us see, then...

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