25 de jul de 2009

Halfweg's Haven - II

A heavy, all-present drone was thundering from the walls of infinity. I tried figuring it out, but it was too much. It was far more powerful and delicate than any sound I had ever witnessed in my Earth. One could only be tempted to feel like the gift of airness was no longer necessary for such a vibration to roam freely and touch whatever was there to be touched, for this was no earthly place. Casting shadows upon the lightless corners of the plateau, an eagle flew and stood in front of me. It was soaring, however not gigantic; mighty, though didn't pose any threats; godly, and yet the greatest testament of divinity through the ways of humanity only. The stars above were gazing upon me for the very first time ever, repaying my ever faithful glances and as if shining back all the light they had shone at and to me every night of my existence. The desert felt the purest in its wildness, distortion here was set free to collide with herself until it was the farthest reaching harmony of all, the sand never ceased to storm and settle, beautiful. Here I felt I only took what mattered, that is, the ether.

The eagle spread her wings around my head and listened me, not to me. I could listen her too. The drone, that conversion of all sound purely and sincerely cast to the wide universe since the cradle of time, at once, it grew broader as the eagle's song sang to me. She gifted me with oversight and the power to destroy boundaries. Even between beginning and ending. The shifting started, and as the moon, not our moon, a moon sized as a star, moaned her howl, feathers turned to fur and claws to paws, the wolf now stood before me. His eyes cried their loneliness to mine, its face marked with the only wounds that could be inflicted by lack of those to wound them. He listened and sang me with the sorrow that the eagle's majesty could not retain. His glimpse was the one that touched me the deepest. I felt like I did the same to him. The aggression in his gestures kept us apart, but our souls matched and mixed, never again would either be sole wolf or sole human, for ever the very border in between.

The wolf grew a mane and his claws bursted out of sown paws, the raging lion was before me. He flamed me, he made my arms feel like no shot from Orion's bow could break them; my legs stand with the bounding of Hercules' gateways; my fingers bolt as olympic lightnings. His song was one of change. He triggered my soul and set it in motion with such fire and explosion that I was burdened to shapeshift to eternity, while eternity twisted to never match me. The transgressor. Only after infusing me with the certainty and pride of true spirited kings and humility and honesty from pure hearted artisans did the lion turned his back on me, and like a whirlwind, turned into the entity that it really represented. As it hugged and destroyed me, the drone suddenly vanished, only to return when the desert's storms calmed and the razoring hurricane dismantled. I was flesh once again.

At last, the four riders came out of the galactic farthest end and presented themselves to me, in a silence that was only broken by the drone's onipresency. Hooded, their mufflers seemed more like the braces of destiny than mere cloth. All equal, and yet irradiating these purely contrasting harmonies that could shape entire worlds. I bowed as they took word, one by one. "The world has rocked you, my son, and now it is time to rock it back"; "You will fly from the highest cliff and hover, hover where all of us downfell"; "You will break the bound between matter and ether, you are the matter that creates, instead of transfigurating, and never again will harmony mean staticness"; "We gave you rage, power, emotion, abstraction, the raw, the polished, the combined, the separated, the all and nothing, humanity itself, and now you only have to give us the universe in return". I knew who they were by their faces. Father, God, Rover and Mage. Their blessing was now my endurance. Back to existence.

And was it all just a dream? Sparks of infinity, may you light my way. Everlasting. Ever.

21 de jul de 2009

Atradimas Profastosóicas - Volume II

E cá estão as músicas separadas do post anterior. Nessas semanas, em vez de uma usual absorção de várias bandas desconhecidas por mim para apenas superficialmente descobrir alguns estilos novos e interessantes, eu me dediquei a aprofundar meus conhecimentos sobre meus favoritos, do mesmo jeito que eu fiz com B.B. King e Eric Clapton no ano retrasado. O descoberto é incrível, "quer dizer que isso tava no meu HD faz tanto tempo e eu ainda não sabia?!", e drasticamente alterou minha visão de todas as bandas 'estudadas'. Eis os resultados.

The Who. Barulhentos, rebeldes, arrogantes e doidos. E perfeitos líderes espirituais. Eu já era um whoguenote desde ser atropelado pelos scooters de Quadrophenia e voar na asa delta do Tommy, mas ainda não conhecia com profundidade os lados mais humanos e cínicos do Who, namely, It's Hard, Who Are You e The Who By Numbers. Minha constelação favorita no céu do bom rock, o som que eles fazem em cada álbum, qualquer que seja a intenção, tem um apelo muito interior e muito épico, é a exaltação do revolucionário interior, e com tanta honestidade e tão pouca auto indulgência que é difícil saber onde o Who se encontra na estrada entre o Punk e o Prog. Já ouvi muita gente falando que Who é coisa de véio e que eu precisava ouvir tal coisa e outra coisa porque eu sou adolescente. Pro inferno com eles, The Who é o som dos que tem um mundo dentro e que ainda acham que conseguem mudar o de fora, pros franceses mortos na tomada da bastilha tomando chá com os boêres que antes de cair deram uma bela surra nuns par de inglês, quintessencialmente britânicos como mais ninguém. Além disso, tive tempo pra finalmente ouvir o grande Lifehouse Chronicles, lançado como solo do Townshend mas de fato Who como todos os outros, a rock opera que custou tanto pra não ser feita, mas que ainda rendeu 4 CDs de material magnânimo. The Who é religião...

...e Led Zeppelin é a intelectualidade. Meu orgulho no Zeppelin sempre será ter virtualmente todo o repertório de cor, só uma ou outra eu deixei de lado, e deles é a primeira discografia que eu tirei inteira. O que eu fiz nessas férias foi correr atrás das coisas ao vivo. Pelo twitter, achei uma blip dedicada a bootlegs de performances deles e me joguei nela sem pensar duas vezes. E o mais interessante é que é nas medleys dos shows que surgem cadências e progressões e até riffs que depois ouvimos no material de studio, como a sessão em mi menor logo depois do tema da Dazed And Confused virando a segunda parte de Achilles Last Stand e improvisações em ambas Since I've Been Loving You e The Song Remains The Same que francamente se transformaram em, respectivamente, Tea For One e Ozone Baby (pois é, afinal de contas, não era uma repetição de estilo!). Com o Zeppelin temos a fusão do blues com tudo que há pra se fundir, tanta precaução ao classificá-los como Heavy Metal é necessária quanto a todos os outros fusion genres, pois não só pelo menos metade do catálogo é acústico, o Heavy Metal que viria a se formar no fim dos anos 70 e pelos anos 80 era muito mais uma condensação extremamente simples das estruturas do Zeppelin e do Black Sabbath, a incursão do riff como matéria prima dos temas, por exemplo, porém a parte mais adventuresome e que adora a originalidade ficou com eles. Hard Rock e Heavy Metal, curiosamente, são termos obsoletos para se aplicar a bandas anteriores a sua cunhagem propriamente dita. Rock Fusion ou Blues Fusion, daí sim o sentido fica apropriado e justo com as musical landscapes da banda.

Em fevereiro de 1971, a incrível descoberta do túmulo perdido de Mozart foi escondida dos informativos de arqueologia porque os mantos funerários haviam sido violados. Curiosamente, tudo indicava que os rasgos vinham de dentro pra fora, como se o cadáver tivesse se libertado sozinho, revivido por técnicas misteriosas e esotéricas. Dois anos depois, sabemos o que de fato aconteceu com Wolfgang Amadeus Mozart, quando ele lançou seu primeiro álbum. Não seria uma má história pra a explosão do Queen, se bem que pra explicar como um alemão de 200 anos se transformou em um cantor lírico e pianista autodidata um tanto excêntrico, um guitarrista fodido e físico quântico frustrado, um baterista soprano (soprano, mêu! como assim?! o BATERA é SOPRANO!!! porque só eu fico chocado com isso?!) e um baixista um tantinho menos bipolar que o Charlie Mingus, seria necessário mais que mitose e meiose. O som orquestral e polifônico do Queen e a jollyfullnes característica stand alone in the history of rock, há quem diga que o Steely Dan foi o grupo anti-herói dos anos 70, mas o Queen ganha de longe. Até mês passado eu só conhecia A Night At The Opera, propositalmente baixado por ser aclamado como o mais importante do grupo, pra ter uma noção do que eles tocavam, e embora tivesse me impressionado muito com Bohemian Rhapsody, Death On Two Legs (Dedicated To...... e The Prophet's Song, a densa quantidade de showtime music e coisas bastante influenciadas por musicais tornaram a maioria do álbum um tanto inacessível. Depois de baixar a discografia e contextualizar, o estranhamento sumiu, a natureza do Queen é inadivinhável mas facilmente compreendida: um grupo virtuoso que tem o melhor senso de humor in the whole business. Tá, eles perdem pro Frank Zappa e cia. mas, digamos, do rock mainstream, é o melhor de todos. E o mais everlasting de todos, ouvir os primeiros álbuns já bastava pra descartar o término do grupo pela morte do baterista (S-O-P-R-A-N-O!) afogado em vômito ou pelo clash of egos. A implacável trajetória só foi interrompida pela infecção e morte do legendário músico e frontman Freddy Mercury pela AIDS, sendo Mercury abertamente homossexual desde os primórdios da banda. A primeira e até agora única banda a ser indicada ao Songwriters Hall Of Fame, todas as facetas musicais dos 4 se mesclam perfeitamente, tão harmônicas quanto conflitantes, assegurando com certeza que aqui não havia uma banda que tenderia ao tédio. Perfeita pra fritar escala maior também ^^.

Essas foram as mais extensivamente pesquisadas, e muito contribuíram ao conhecimento dessa pobre alma. Vejamos o que vem na próxima atradima profastosóica...

Atradimas Profastosóicas - Volume I

Consciência livre e tempo de sobra são as duas melhores coisas na primeira metade das férias, que acaba hoje de acordo com o calendário harighaliano. Então, nada melhor que um enclosure de no sooner thoughts than deeds pra contemplar a metáfora da minha existência. Pra não deixar o post muito grande e facilitar a divisão de assuntos, posto esse pra livros e um adiante pra músicas, fundidos eles iam ficar ridiculamente gigantes e mistureba gororobenta. Pois bem.

Na verdade foi bem pouca leitura, relativamente. A maioria já estava do meio pra frente, só o Júlio Verne e Sócrates foram lidos inteiros em Julho mesmo. A propósito de comparação, somadas devem ter sido umas 500 páginas em 2 semanas, meras 35 páginas por dia.

Miles Davis do Ian Carr foi o melhor aprendizado de jazz que eu já tive, deu pra captar umas 20 referências e entender muita coisa obscura no trabalho dele, inclusive finalmente compreender o senso de timelessness que deve se preparar pra ouvir his late stuff, e a revolução que o Coltrane quase realizou mas que ficou ao encargo do Miles pela morte do primeiro. You know, "Jazz into rock will go". Fora toda a edificação do exemplo supremo do ultimate jazzman, que sempre ressurgia dos hiatos como uma fênix com estilos completamente revolucionários.

Almanac of World History é de dois escritores da National Geographic, aqui nomeados simplesmente Daniels/Hyslp. Eu já tava lendo de pouquinhos havia um ano exato no sábado que eu acabei. E é o que melhor balanceia acessibilidade, conteúdo, abrangência e profundidade, além de preço absurdamente médio, pra 400 páginas que poderiam derramar sangue de batalha e água de rios históricos se torcidas, 50 reais quase que equalizam ser pago pra ter. E toda a durabilidade que merece aquele lugar especial na estante da eternidade, coisa que provavelmente não vira artigo de museu por abundância de exemplares em bom estado. Isto é, se você tiver mais cuidado que o elefante que vos escreve.

Viagem ao Centro da Terra do Júlio Verne foi... uma decepção, pra falar a verdade. Não sei se foi a tradução (vou tentar arranjar em inglês nas próximas férias pra checar), mas achei que a prosa foi muito enrolada e clichezona, daquelas que se fascinam com uma palavra e repetem pelo menos uma vez por capítulo (por que cê tá me olhando assim com essa cara? ha, como se EU fizesse isso...). O narrador é o ponto mais fraco, o cientista mirim mais emo da história, mas que fica muito engraçado na bipolaridade acidental da narrativa, "As cavernas são formações geológicas ocasionadas por Ó VIDA, SERÁ QUE UM DIA VOLTAREI A VER MEU AMOR ETERNO? Ó GRAUBEN (esse é o nome do amor eterno dele. Pois é.) Ó GRAUBEN! O capitão James Cook apresentou há algum tempo uma teoria sobre a formação das camadas inferiores da Terra que claramente justifica AI, DEUS, ESTOU PRESTES A DESMAIAR. ÁGUA! ÁGUA! Ó CÉUS, Ó VIDA, Ó DOR, Ó LOUCURA!...". O livro realmente se vale pelo outro protagonista, o professor Lidenbrock, um puta arquetípico absent minded professor que é tão rude e doido quanto se espera, sabe, um Ludovico Von Pato (Pato Donald, seus incultos) em um eterno rainy day. De vez em quando ele tem suas recaídas simpáticas com os sentimentos do sobrinho, o emo acima descrito, mas se recupera rápido. Pena que o final de todos os livros do Verne é tão batido em referências culturais diversas que não tem como ficar surpreso. Ia ter sido uma puta experiência. Algo para se consertar nas gerações futuras...

Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley é muito doido, tem 2 leituras possíveis pra ele: comédia distópica ou tragédia distópica. Eu logicamente fiquei com a comédia, e essa visão torna tudo muito mais interessante. O Huxley muito bem podia ser um Monty Python, embora não tivesse as características do humor britânico per se, mas todo o nariz empinado e acidez arrogante estão lá. Referências nos nomes e storylines e o final mais apropriado pra uma história tão inconclusível, sustentados pela mais absolutamente habilidosa instância na nobre arte da fuga do clichê permitem essa ambiguidade tão perfeita e bastante interchangeable no curso do livro, para uma leitura ainda mais ampla. O mais surpreendente é que ele faz de tudo pra não construir uma atmosfera inimigável com a sociedade controlada dos alfas, betas, deltas e ipsilônes, mas você acaba ficando muito puto com tudo aquilo, pouco a pouco, e muda de lado sem pensar duas vezes no fimzinho. Um belo livro pra quem tem transtorno de personalidade. E pra quem acha que há terceiras vias para o olhar puramente revolucionário ou puramente consolidatório (ambos que eu já havia experimentando em alternância há um tempinho).

Sócrates é da coleção Os Pensadores, e de fato foi só pra conhecer pessoalmente a prosa grega, creio todo mundo já teve essa aula umas 10 vezes na vida de qualquer forma. Mas muitas coisas necessitam de reinterpretação antes do ensino formal, na minha opinião. Tipo o ateísmo que encarnaram nele por desafiar os templos. Secularidade não é ateísmo, pô, são esquizofrenias totalmente diferentes. E muitas vezes falam dele acentuando demais a ecentricidade, fazendo ele parecer o politizador da Grécia antiga, sendo que os relatos indicam realmente um cara sincero e honesto a ponto de parecer meio bobão, embora um orador e logicofeitor de cair pra trás. Não um revolucionário, um cara teimoso. De-romantizar essa visão muito fez pra ele subir no meu critério, mais um partidário pros caras-tranquilos-de-todo-dia...

Agora começa a parte pauleira. Short Calculus, On The Road, Física em 12 Lições, O Livro dos Espíritos, Uma Breve História do Mundo... Quem mandou ficar pedindo emprestado sem tempo pra ler no primeiro semestre? Humph...

20 de jul de 2009

Luna Mia!


Ex luna artum, bichos e brotos. Além de scientia e suas vertentes.
Hoje já hão 40 anos a mais na conta de dedo do tio Saturno desde que o astro de Artemis
foi atingido, e fodendo-se por quems e por ques segmentados, pelos antropódios.
And a woundrous milestone worthy of great jubilee it is. Ao que despida de todas as causas e consequências geopolíticas e esquizofrênicas, a arrematada de montinhos de silicato desformados por botas made in Earth (Third Stone from the Sun) é a exaltação de toda a humanidade anterior, que há tanto tempo se curvou aos astros para usufruir da sabedoria do fractal infinito e copular gemas sentemáticas, e o prelúdio de toda a posterior, que se Prometeu assim abençoar, deve finalmente chegar a conclusão que o leito para glimpsear o universo nu é muito mais interessante e confortável que o cabisbaixo ajoelhar que só nos leva aos refúgios tolos da natureza conflituosa sapiente. Palavras de um romântico reprimido pelo alter-ego.
And should you be under rebelious syndrom consequenced from
the conspiracy theorists, take a good read at this and go pick on
someone else's tail. Bloody slackers.

This oddly tempts me to finish quickly the post I have probably been most dying to write over the course of this blog's life. And so I will, for in ephemerities lie the stardusts. And moondusts.
However a good set of moony lines should also be called upon in patching the golden ribbon. Elvis, help me out,

Blue moon, keep on shining bright,
Youre gonna bring me back my baby tonight,
Blue moon, keep shining bright.

I said blue moon of kentucky
Keep on shining,
Shine on the one thats gone and left me blue.

Well, it was on one moonlight night,
Stars shining bright,
Wish blown high
Love said good-bye.

Blue moon of kentucky
Keep on shining.
Shine on the one thats gone and left me blue.

Merry Dark Side Of The Moon!

12 de jul de 2009

Totalmente Asamgeethamado

Lá estava ele e cá estava eu, longinquamente notável camisa social no meio de quintuplatilhões de zés regatados tentando achar livros de Direito. Ele me chama, "Br...(er, digo,)Harighals... HaAaAaArighals... eEeEu SeEeI qUeE vOoOcÊeÊ mEe OoUve...", eu vejo a capa dourada gigante resplandecendo nas minhas marbles... Mas eu viro pro lado e finjo que não tô nem aí.

Passando por aquelas adoravelmente caóticas prateleiras, vi uns 500 biblíos que valeriam a pena. Não sei o que é mais trabalhoso, ler 100 páginas em títulos de livro ou 100 páginas do livro em si, mas com certeza visar a infinitude de capas é o mais bittersweet de todos os vícios que hão a Terra. Mas eu não podia comprar nenhum deles, ia acabar esquecendo os últimos encarnados consumistas em casa, e não acabar o começado é o segundo mais bittersweet de todos os vícios que hão a Terra. Então eu me concentro em arqueologar livros for the sake of arqueologar livros. Da última vez saiu o Diderot Pictorial Encylopedia of TRADES AND INDUSTRY, um puta livrão (em todos os sentidos) por 50 mangos. Claro que todo dia ele me comprimenta da estante aqui no bunker esquizozô desde então. Direito Penal; Auto Ajuda; Arte Barroca; Romance; Romance de Adolescente (pft...); Cientologia. Hm. Esse eu comprava (em outras circunstâncias) só pra testemunhar o gênio do Hubbard, o maior vigarista a pisar a blue marble, ironicamente também o que mais deixou de ganhar ao morrer antes das sci fis dele virarem religião. "I'll tell ya, if you need money, make a religion". Anotado, bicho! Se bem que podia ter deixado a cosmologia da coisa melhor feita... aviões da NASA (repito, "aviões", não "ônibus espaciais") transportando milhões de fodidos por um imperador com nome sugestivo para lusos e sudeste-americanos de Xenu pelo espaço sideral. Meu, pra quê asa no espaço?, me diga. Enfim.

Algumas dezenas de minutos depois e eu acho 2 que eu podia comprar com certeza. HQs. Do melhor tipo, os codificadamente mitológicos. Sandman, lógico. Fables And Reflections e The Dream Hunters, o primeiro uma coletânea de HQs propriamente ditos e a outra uma narrativa a la sábio oriental ilustrada com nihonga, 2 que poderiam ser tranquilamente lidos em 2 dias, e sido foram. Melhores quadrinhos já idealizados, perfeitas combinações de 'quem procura acha' e 'não, é isso mesmo'... Linda tarde de quarta-feira, aquela foi.

Agora eu vou chegar ali no caixa e pagar esses dois, cabem exatamente na minha verba, e no caminho vou zoiando os flashiers. Cheguei na sessão de arte, melhor terreno para tal atividade, e levei meus bons 20 segundos em cada capa, mais 40 pra cada viagem...

Ele tá atrás de mim né? AH! me viro e lá está o objeto de meu aterrorizar...
"O Livro Gigante De Astronomia Medieval Em Italiano E Inglês"
... Do panteão dos épicos da Cultura, esse é o meu patrono e guardião. Nunca tive coragem de ver quanto ele custava, sabia que era estratosfericamente caro, mas eu não ligava. Um dia ele seria meu. Um dia ele vai ser meu. Dessa vez tomei audácia e fui até o balcão de peito cheio e mão na carteira: "Bicho, quanto custa esse?"

"Er... tudo isso? Tem certeza que cê não procurou a coleção inteira ou coisa assim? Tá certo... Cês não tem a versão pocket não né? Just checking... bom, já volto, devolver na prateleira. Passa esses outros enquanto isso *sorriso simpático*". You'll be mine, oh yes you will. Whatever it takes (isto é, a não ser 632,50 R$)...

Parcialmente Asamgeethamado

Férias. Humph.

Tá, as rédeas do pai cronos caem por sobre minhas manas neste joyfullado babilonólogo, mas o povo dos Miolos Unidos de Harighals não me deixa curtir como curtido deveria ser isso. Recentemente descobriram as merdas de proficiência e agora estamos num estado de sítio waterístico, 'hanging on in quiet desperation' (though it 'is the english way', we open subject-matter so its broadness may reach... 'wannabe brits', shall we?) enquanto o caderno de arpejos olha pra mim com cara de 'Seus dedos vão chegar ora perto demais da pasta The Who ora perto demais de desligar o amp, mas ao mesmo tempo na guitarra e em mim? Ha!', os poemas paranasianos fogem de desgosto do recipiente em si e do recipiente em mi, e os 7 (sim! consegui ler 1 já! hallellujah!) livros chaingunnados de empréstimo me chamam pra brincar com eles enquanto eu trabuco as expectativas pra a Milagrosa Semana, aquela que você procrastina tudo para, sabe, quando você é capaz de ler 1 livro+decorar 3 shapes+decorar uma estrófe por dia, além de estudar física/matemática/química 'E' acabar de tirar a discografia do Queen. Needless to say, such attempts usually end in painful woe of aftermath.

Mãs é arquimédico que nem tudo é abandono moral. Por exemplo, acabei de voltar da primeira viagem pra MG com a coisa mais melhor de boa e mágica e maravilhosa e triunfante e gloriosa e specialmaximegaplus deluxe do universo: Uma pantufa tamanho 45! Finalmente meus pódios restam em nuvenzinhas fofas de carneiros desnudos com espaço vital!! Além do que, o comando maior foi com sucesso pressionado a comprar cordas novas e arco novo pro violoncello forsaken by destiny itself, mesmo que ele agora esteja meio pequenino pra minha carapaça, finalmente vou poder voltar a autodidatar!!! Tem gente boteando PCs importantes na Coréia do Sul e nos EUA (não me chamaram, mas tudo bem...)!!!! O CPF chegou e me inscrevi no ENEM(erda)!!!!! Psicocabulosidélicas tentativas de juntar palhetas véias com arame e fita isolante pra formar dedeiras... tá, essas não deram muito certo. Mas eu ainda tô com bastante arame e fita isolante cá, vou achar algo criativo pra fazer. Cês vão ver.

De volta a cruzar os Seven Seas of Rhye, enquanto você tenta Keep Yourself Alive com seu Tenement Funster, sonhando In The Lap Of The Gods e esperando pelo cantarolar do scaramouche e do galileo, sabe, aquela Bohemian Rhapsody deles, tudo isso sem perder o equilíbrio ou Another One Bites The Dust.

God Save The Queen!